Enquanto Nunes tira a Enel do governo após apagões, a Iguá, mesmo deixando o Estado sem água, segue blindada. Quando o governo Mitidieri vai agir?
A decisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, de retirar a Enel do governo após apagão em São Paulo evidencia, por contraste, a postura adotada pelo Governo de Sergipe diante da crise no abastecimento de água. Enquanto em São Paulo a reincidência de falhas levou a uma suspensão do contrato, em Sergipe a Iguá Saneamento segue blindada, mesmo diante de um cenário contínuo de desabastecimento em diversas regiões do estado.
A falta de água deixou de ser um episódio pontual e passou a fazer parte da rotina da população. Bairros da capital, municípios do interior e comunidades inteiras convivem diariamente com torneiras secas. Há registros de locais que passaram semanas — e até meses — sem receber água, comprometendo tarefas básicas e o mínimo de dignidade das famílias.
Somente após cerca de sete meses de reclamações, o governo estadual, por meio da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Sergipe (Agrese), aplicou uma multa de aproximadamente R$ 4 milhões à concessionária. A penalidade, anunciada no fim de dezembro, veio tarde e, na prática, não resolveu o problema. A população continua sem água, e o desabastecimento segue sendo registrado em todo o estado.
A sensação entre os sergipanos é de abandono. A multa não trouxe alívio, não garantiu regularidade no abastecimento e tampouco representou uma resposta proporcional à gravidade da situação. A Iguá segue operando sem apresentar respostas efetivas à população, enquanto o governo estadual se mantém inerte diante de uma crise que atinge milhares de famílias.
Enquanto o problema se arrasta e a população segue sem saber quando terá acesso pleno a um serviço essencial, fica a pergunta: até quando Sergipe continuará sem água enquanto o governo fecha os olhos para o descumprimento grave e reiterado das obrigações contratuais da Iguá?





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