Crédito de R$ 38 milhões aprovado pela ALESE não é empréstimo, mas remanejamento interno
A redação do RegionalSe corrige a informação publicada anteriormente. A aprovação realizada pela ALESE não se refere a um novo empréstimo do Governo de Sergipe, mas a um crédito especial de R$ 38 milhões, que significa, um remanejamento interno de verbas. Ou seja, não há aumento de dívida pública.
O ponto central, porém, não está apenas na natureza do crédito, mas na sua origem. O valor remanejado sai de alguns fundos estaduais, dentre eles, o Fundo de Defesa do Meio Ambiente, o Fundo de Defesa do Consumidor, Fundo de Aval, entre outros. Todos eles apresentaram baixa execução orçamentária ao longo do ano, deixando claro que ações previstas nessas áreas não foram realizadas, mesmo havendo recursos disponíveis.
Essa subutilização significa que o dinheiro, planejado para fortalecer essas áreas, acabou sobrando — não por economia, mas por falha de gestão na execução do orçamento.
Agora, com apenas 15 dias para o encerramento do ano fiscal, o governo remaneja esses R$ 38 milhões para ações ligadas ao Restaurante Popular Padre Pedro, que foi reformado e entregue recentemente.
Mesmo sem representar novo endividamento, o ato evidencia mais um problema: a incapacidade do governo de executar plenamente seus próprios fundos, provocando impacto direto nos serviços públicos que dependiam dessas verbas.
Mesmo assim, o tema segue levantando questionamentos inevitáveis sobre planejamento, prioridades e transparência: por que a gestão deixa de executar recursos essenciais durante todo o ano e, no apagar das luzes, decide realocá-los para outra finalidade?





Comentários (0)
Comentários do Facebook