Prefeito de Lagarto, Sérgio Reis, ironiza aprovação de vereador de oposição em concurso público e trata como sorte a capacidade intelectuale esforço exigidos no certame
Que o prefeito Sérgio Reis se consolidou como um verdadeiro inimigo dos concursados não é novidade. Desde que assumiu a gestão, ele resistiu em convocar os aprovados no concurso público, mesmo com o certo homologado, e utilizou diversas manobras jurídicas para adiar as convocações, descumprindo determinações do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e ganhando tempo na Justiça. Além disso, implementou um plano de carreiras que não trouxe ganhos reais aos servidores e priorizou uma farra de contratações comissionadas com altos salários, em detrimento da valorização do mérito técnico e do esforço dos concursados.
O que não se esperava, no entanto, era ver o prefeito fazendo chacota de uma aprovação em concurso público. Durante entrevista concedida ao Jornal da 102, nesta sexta-feira, primeiro dia útil de 2026, Sérgio Reis anunciou, de forma risonha, que um vereador de oposição havia sido aprovado no concurso público de Lagarto.
Na sequência, o radialista comentou: “Deu sorte assim, foi”, e o prefeito respondeu: “Foi”, confirmando.
A declaração, ainda que breve, é institucionalmente ofensiva. Ao associar a aprovação em concurso público à ideia de sorte, o chefe do Executivo municipal desconsidera os critérios objetivos que regem o certo, como capacidade intelectual, preparação técnica, dedicação prolongada aos estudos e desempenho em avaliação competitiva. Trata-se de uma redução indevida de um processo constitucionalmente baseado no mérito.
O RegionalSe apurou que o vereador citado na entrevista é Josivan Rodrigues, conhecido como Gordinho de Jorge da Laranja, aprovou o referido concurso.
Diante dessa fala, fica evidente que o prefeito Sérgio não apenas menospreza o mérito técnico, mas banaliza deliberadamente o concurso público, tratando como objeto de chacota aquilo que representa anos de estudo, renúncias pessoais e esforço intelectual. A postura é grave, incompatível com a função de chefe do Executivo e ajuda a explicar, de forma concreta, por que sua gestão atrasou convocações, recorreu a manobras jurídicas para postergá-las e implementou um plano de carreira que não assegura valorização real ao servidor eficaz.





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