Gestão Sérgio Reis entrega limpeza urbana à GILFER:Empresa sem acervo técnico, sem frota própria e sem informar valor do contrato emergencial
Apesar da carreata realizada pela gestão Sérgio Reis nesta segunda-feira, 12, para apresentar a nova empresa de coleta de lixo, os fatos revelam um cenário grave: manobras administrativas desmontaram o modelo regular e abriram caminho para um contrato emergencial sob suspeitas.
Até dezembro, o município contava com um contrato regular em plena execução. A empresa Ramac atuava há mais de nove anos na coleta de resíduos sólidos, sempre por meio de licitação, garantindo a continuidade de um serviço essencial. Esse cenário começou a ruir em 2025, quando a Prefeitura passou a atrasar sistematicamente os repasses financeiros, acumulando quatro meses consecutivos sem pagamento. Nesse contexto, a empresa declarou inviabilidade operacional e solicitou o destrato contratual.
Paralelamente, a gestão iniciou um novo processo licitatório no segundo semestre de 2025. A licitação foi suspensa após um mandado de segurança. Desde então, a Prefeitura não adotou qualquer providência para corrigir falhas ou retomar o certame, mantendo o processo paralisado.
Logo, o contrato emergencial, não foi inesperado. Ele é consequência direta da interrupção dos pagamentos e do abandono da licitação. A administração poderia ter preservado o modelo regular do serviço, mas permitiu sua ruptura, criando as condições que levaram à contratação emergencial.
As suspeitas agora recaem sobre a empresa contratada. A GILFER, com sede em Salvador, foi aberta em 2022 e não possui em seu CNPJ atividade relacionada à coleta de resíduos sólidos urbanos. Também não há comprovação de acervo técnico compatível ou de experiência na execução do serviço. A empresa não dispõe de frota própria, operando com caminhões sublocados, o que levanta questionamentos objetivos sobre sua capacidade operacional.
Além disso, desde o início da operação semana passada, relatos de bastidores levantam suspeitas de possível ingerência política no contrato emergencial, fato de extrema gravidade e que exige atuação imediata dos órgãos de fiscalização. Soma-se a isso a ausência de divulgação do valor do contrato. Ou seja, à população sequer sabe quanto vai pagar nesse contrato emergencial.





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