Enquanto mantém usina de asfalto abandonada, gestão Sérgio Reis firma contrato de R$ 5 milhões para recapeamento

Enquanto mantém usina de asfalto abandonada, gestão Sérgio Reis firma contrato de R$ 5 milhões para recapeamento

A Prefeitura de Lagarto assinou, no último dia 11 de fevereiro, contrato no valor de R$ 5.197.606,61 com a empresa Novatec Construções e Empreendimentos Ltda para execução de recapeamento asfáltico em diversas ruas do perímetro urbano. O extrato informa que os recursos são provenientes de transferência da União.

A contratação ocorre enquanto a usina de asfalto do município, adquirida também com recursos públicos no final de 2024 por cerca de R$ 2 milhões, permanece sem funcionamento.

A usina foi adquirida com o objetivo de gerar economia e permitir que a própria Prefeitura produzisse massa asfáltica, redução de custos com terceirização. O modelo não é novidade na região. Foi exatamente essa estratégia implementada pelo prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, ainda em sua primeira gestão.

À época, a decisão de adquirir uma usina própria transformou a infraestrutura do município. Com a produção interna de massa asfáltica, a Prefeitura conseguiu reduzir custos, ampliar a quantidade de ruas pavimentadas e acelerar obras. O modelo passou a ser visto como um caso administrativo de eficiência, justamente para permitir que o recurso público rendesse mais.

Em Lagarto, no entanto, o cenário é diferente: a usina existe, foi paga com dinheiro público, mas não opera.

Sem explicação pública sobre eventuais impedimentos técnicos ou legais para o funcionamento da usina, a decisão administrativa da gestão Sérgio Reis levanta questionamentos sobre eficiência e planejamento. Como explicar que o município tem usina própria e está contratando empresa para fazer o que poderia ser realizado pela própria secretaria de obras?