Dados da Segurança Pública contrana justiicativa apresentada por Danielle Garcia e amplia pressão sobre o Governo Mitidieri por alta no feminicídio

Dados da Segurança Pública contrana justiicativa apresentada por Danielle Garcia e amplia pressão sobre o Governo Mitidieri por alta no feminicídio

Há cerca de dois meses, durante a repercussão política provocada por uma declaração do pré-candidato ac

Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho, sobre a pauta das mulheres, a delegada Danielle Garcia, ex- Secretaria Estadual das Mulheres e pré-candidata a deputada estadual, saiu em defesa do governo ao comentar os índices de feminicídio no estado.

Na ocasião, Danielle afirmou que Sergipe havia se tornado referência na redução dos feminicídios durante o governo Fabio Mitidieri e sustentou que o aumento registrado este semestre no estado fazia parte de uma tendência observada em diversas unidades da federação.

Entretanto, os dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nas últimas semanas, apresentam um cenário diferente. O levantamento aponta que o Brasil registrou redução nos casos de feminicídio, enquanto Sergipe seguiu na direção contrária e aparece como o segundo estado com maior aumento desse tipo de crime no primeiro semestre de 2026.

Ou seja, ao contrário do que foi apresentado, os dados indicam que a maior parte do país registrou redução desse tipo de violência, enquanto Sergipe figurou entre os 9 estados que apresentaram crescimento, o que impõe ao Governo de Sergipe, uma forte cobrança não apenas para explicar os motivos que levaram o estado a ocupar uma das piores posições do país nesse indicador, mas também para apresentar quais medidas serão adotadas para conter o avanço da violência contra as mulheres.

Passada cerca de uma semana da divulgação dos dados, a ausência de um posicionamento oficial sobre um aumento que coloca o estado entre os piores do país apenas amplia a cobrança da sociedade por transparência, explicações e providências. Em um tema que envolve a proteção da vida das mulheres, o silêncio não pode ser a resposta esperada do poder público.